O Cérebro, os Rituais e o Tempo

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa… São apagados de sua noção de passagem do tempo… Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações…enfim…as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a… ROTINA.
Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo:
M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um
ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes… Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… … em outras palavras…. .. V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.



Autor: Airton Luiz Mendonça

R E F L I T A !

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


"Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um"


Autor: Fernando Sabino

Da série "Visões distintas das habituais"...

Não considero ser “não racista” uma categoria em si, que mereça consideração especial. Assim como, digamos, ser uma pessoa que “não acredita em astrologia” também não caracteriza uma categoria especial de gente.Também não acredito em categorizar gente como hetero ou homossexual etc...
Acredito,sim, em dividir o mundo entre flamenguistas e não flamenguistas ,pois,evidentemente,o mundo que vale a pena é rubro-negro;não alvi-negro (cruzes!),não azul,não verde...(rsrsrs).
Agora,tirando futebol,acho que há idéias que merecem ser defendidas,e há idéias estúpidas, que merecem ser combatidas e desmoralizadas pela lógica e pela razão.
Astrologia é uma idéia que merece ser desmoralizada; homofobia é outra, racismo é outra...
Eu não preciso me apresentar como pertencente à categoria dos “anti astrólogos”,por que deveria me apresentar como pertencente á categoria dos “anti racistas”?
Adapto o que escrevi neste blog há um ano.
Nasci no dia 20 de novembro (aniversário de Zumbi, me informam), sou negro, e tenho um interesse- como direi? -epidérmico, nessa questão. Mas você pode jurar que não me sinto ligado à Africa, nem topo ser “representado” por qualquer um desses militantes, raivosos (africanistas, racialistas) com bonés coloridos e cabelos rastafári (sou careca,não posso usar trancinhas;é despeito mesmo),que denunciam a “opressão histórica dos negros”.-alguns reivindicando indenização (me dá um dinheiro aí?!!).Não me sinto ligado a nada disso.Por quê deveria?
Para mim, preto que se preza não aceita cota em universidade.
Preto que se preza não choraminga nem “reivindica” com base em “brancos e negros”.
Preto que se preza não usa camisetas em que se lê “100% negros”,pois isso legitimaria o surgimento de camisetas “100% brancos”-o que promoveria “cor da pele” a uma categoria digna de nota. Pode parecer uma orgulhosa afirmação de identidade racial,mas é apenas manifestação de rebeldia pouco informada e pouco inteligente.
Preto que se preza,estuda,compete e produz.
Se há evidência de que algum negro está impedido de crescer socialmente,POR SER NEGRO (e, portanto, está impedido de estudar,competir e produzir POR SER NEGRO), contem comigo para denunciar e agir contra isso. Mas estou longe de estar convencido de que haja essa evidência.


Autor: Clemente Nobrega
Idéias E Inovação

Era uma vez...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

um homem que resolveu que queria melhorar o mundo. Reuniu uma parte de todas as riquezas que possuía e visitou todos os continentes. Depois de viajar por vários lugares, tentar várias ações e não conseguir um retorno satisfatório, voltou frustrado para casa.
Intrigado por não conseguir melhorar o mundo, resolveu, então, que iria melhorar seu próprio país. Retomou as viagens, dessa vez, numa escala nacional. Tentou ações distintas das anteriores, mas o resultado manteve-se: nenhum sucesso. Ao tentar melhorar seu estado, mais um fracasso.
Outra vez em casa, desolado por mais uma missão falha, decidiu que não iria desistir e, se não foi possível mudar o mundo, nem seu país, nem seu estado, iria melhorar a sua cidade.
Para sua total decepção, mais uma tentativa falha.

Então, ao imaginar o que ele havia feito de errado, o motivo de seu insucesso, foi que ele se deu conta que, antes de mudar o mundo, ele precisava mudar a si. A partir desse dia, ele simplesmente passou a ser uma pessoa melhor. Ao tomar essa pequena atitude (para a qual não foi necessário nenhum gasto com viagens ou projetos), no mesmo instante, ele transformou a sua cidade, seu estado, seu país e o mundo, em lugares melhores, pois, a partir daquele momento, eles contariam com uma pessoa melhor.

Como diria Gabriel Pensador:
"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente, a gente muda o mundo na mudança da mente[...] Na mudança de atitude, não há mau que não se mude, nem doença sem cura[...] Na mudança do presente a gente molda o futuro."




E você, não quer mudar o mundo, torna-lo um lugar melhor?!

Seria mais facil, fazer como todo mundo faz...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Tive o enorme prazer de conhecer três professores oriundos da Guiné-Bissau, que estão participando de um projeto da UTFPR, em parceria com o MEC, para auxiliar esse pequeno país da África Ocidental a melhor estruturar sua educação profissionalizante, a principio nas áreas de Administração e Contabilidade.
Depois de enfrentarem um terrível guerra cívil, sofrerem abusos militares sem tamanho, a população, sob a liderança de corajosos homens (como esses três professores), está mobilizado com o intuito de reconstruir o país. Ao invés de ficarem reclamando pelo que não possuem e, ficarem "rezando", eles arregaram as mangas e estão batalhando.

Quando nós, brasileiros, vamos aprender a tomar atitudes como essa?

Voltando a ativa...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Depois de muito tempo, vou voltar a escrever pro blog. Sei que não é desculpa, mas facul, trabalho e as atividades do Rotaract estavam me tomando um bom tempo. Final de ano, perto das férias, as coisas ficam mais calmas e vou poder voltar a dar uma atenção pro blog.

R E F L I T A !

quinta-feira, 24 de abril de 2008

" Duas mãos trabalhando fazem muito mais do que duas mil rezando "

Dar não é fazer amor!

Dar é dar.
Fazer amor é lindo,
é sublime,
é encantador,
é esplêndido,
mas dar é bom pra cacete.

Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca,
te chama de nomes que eu não escreveria,
não te vira com delicadeza,
não sente vergonha de ritmos animais.

Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar,
sem querer apresentar pra mãe,
sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.

Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral,
te amolece o gingado, te molha o instinto.

Dar porque a vida de uma publicitária em começo de carreira é estressante, e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para as mais desavisadas, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazia.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar,
para apresentar pra mãe,
pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que cê acha amor?".
Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda,
muito mais do que
qualquer coisa,
uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa,
cura o mau humor,
ameniza todas as crises e faz você flutuar
o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua.

Se você for chata, suas amigas perdoam.
Se você for brava, suas amigas perdoam.
Até se você for magra, as suas amigas perdoam.
Mas... experimente ser amada."

Autor: Luis Fernando Verissimo

R E F L I T A !

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado, a imaginação rompe barreiras
Autor desconhecido

Dez coisas que levei anos para aprender



1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha)

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas. (Tá cheio de gente querendo te converter!)

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. (Na maioria das vezes quem tá te olhando também não sabe! Tá valendo!)

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca. (Deus deu 24 horas em cada dia para cada um cuidar da sua vida e tem gente que insiste em fazer hora-extra!)

5. Não confunda sua carreira com sua vida. (Aprenda a fazer escolhas!)

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite. (Quem escreveu deve ter conhecimento de causa!)

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria 'reuniões'. (Onde ninguém se entende... Com exceção das reuniões que acontecem nos botecos.)

8. Há uma linha muito tênue entre 'hobby' e 'doença mental'. ( Ouvir música é hobby...No volume máximo às sete da manhã pode ser doença mental!)

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. (Que bom!!!!!)

10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca de Noé. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic. (É Verdade mesmo!!!)


Autoria: Luis FernandoVeríssimo